segunda-feira, 30 de abril de 2012

MUNIZ SODRÉ “A ECO é o meu amor”


O Professor Muniz Sodré  da Escola de Comunicação da UFRJ completou 70 anos em janeiro e o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária  organizou um evento denominado “Semana Muniz Sodré”, onde foram discutidas várias facetas do pesquisador. Os temas discutidos foram: Muniz e outras faces, Muniz e a Cultura Afro-brasileira, Muniz e os Estudos de Mídia, Muniz, Homem público e o último Muniz e os discípulos.
É possível assistir às entrevistas dos convidados e às do próprio Muniz no Telejornal Online da ECO. Na página da UFRJ, a notícia Muniz Sodré, “o cara” da Comunicação no Brasil  retrata um pouco do que foi discutido durante o evento. Como homem público, Muniz se destacou na presidência da Biblioteca Nacional e na direção da antiga TV Educativa.
Durante o evento, Muniz lançou mais um livro, intitulado “Reiventando a educação”, que mostra a atualidade de seus estudos. Como afirma Leonardo Boff no prefácio do livro: “Eis um livro que se destina não somente a educadores, mas a todos os que pensam num outro Brasil e de forma lúcida assumem os desafios para aprender deles [...]”.
            Recentemente em entrevista a Revista Istoé,  sobre sequência de denúncias publicadas pela imprensa, Muniz afirmou que “[...] uma das mais importantes funções da imprensa é justamente denunciar e revelar os bastidores do poder”.
O Prof. Juremir Machado, da PUCRS, convidado da “Semana Muniz Sodré”, publicou no blog Correio do Povo o conteúdo de sua fala, que foi muito aplaudida no auditório lotado. Tratava-se do tema Muniz e os Estudos de Mídia. Ele resumiu muito bem:

Muniz Sodré é certamente o mais importante teórico brasileiro da Comunicação. Baiano, mulato, pai-de-santo, faixa preta de karatê, capoeirista, marxista, pós-moderno, pensador dos afetos, do sensível e do cotidiano, escritor, jornalista e, acima de tudo, intelectual, ele produz diferença porque pensa diferente e, em lugar de separar, reúne, complexifica, ousa, arrisca e cria.
           
            Conheça as obras de Muniz Sodré na Biblioteca do CFCH.

terça-feira, 13 de março de 2012

Wikipedia: vilã ou mocinha?

A Wikipédia avança no objetivo de consolidar informações confiáveis sobre diferentes assuntos, de maneira interativa e colaborativa. No início, as informações eram inseridas, e a preocupação era a evolução daquele espaço, sem deixar de lado, no entanto, a qualidade das informações. Com o tempo, estas informações foram ganhando status de “confiáveis”, de acordo com as fontes utilizadas para construir os verbetes.
A visão das universidades e escolas em relação às informações disponíveis na Wikipédia é vista com restrições por professores e pesquisadores. Mas, analisando-se criticamente o conteúdo existente, pode-se contribuir para dar qualidade às informações ali inseridas, por se tratar de uma enciclopédia aberta. Diante desta possibilidade, e com o objetivo de conseguir uma aproximação com as universidades, a Wikipédia foi buscar nas universidades parcerias para continuar crescendo e tornando disponíveis informações confiáveis para qualquer tipo de público.
 O artigo “Wikipédia pede ajuda aos universitários, publicado no Jornal OGlobo no dia 04/03/2012, mostra que já existe uma parceria com cinco cursos de importantes instituições tais como Unirio, UFRJ, USP e Unesp, que estão aderindo a um programa-piloto de educação da Wikimedia Foundation, responsável pela enciclopédia livre. Essa iniciativa tem o objetivo de melhorar a qualidade dos verbetes na língua portuguesa.
A Wikipédia tem 21 milhões de verbetes nas suas mais de 280 versões em diferentes línguas: na inglesa, são 3,8 milhões de verbetes; na árabe, 150 mil; na japonesa, 800 mil; na portuguesa, 713 mil.
Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), afirmou que considera interessante a proposta de certificação de conteúdos pelas universidades, na tentativa de evitar o risco de haver informações não científicas na Wikipédia. Mesmo com ressalvas quanto ao seu uso na educação básica, ela concorda com a filosofia de conhecimento construído de forma compartilhada, e diz que o modelo tradicional de escola ainda está muito atrasado nessa direção.
De volta ao artigo, o autor também chama a atenção para o fato de que: “A Wikipédia não pode substituir outras fontes de pesquisa e consulta. Mas a escola não pode mais trabalhar com o conceito de cada um sozinho. O compartilhamento é uma forma de construção colaborativa revolucionária”.
Em síntese, a Wikipédia, assim como outras ferramentas disponíveis na web, favorece a disseminação da informação e a construção do conhecimento.

terça-feira, 6 de março de 2012

Informação e conhecimento: o que é o que é?

No dia 27/02/2008 o colunista Pedro Doria publicou o artigo:  “Reinventaram o conhecimento  no Jornal OGlobo. Nele, afirma que, ao se descrever a internet de forma simples pode-se afirmar que “A rede é um problema”. Justifica que “Ela é um mar de informação sem destino, que dê pista de qualidade e organização”. O autor, David Weinberger, renomado autor defensor da web, afirma que a era digital está quebrando a noção do conhecimento, monopolizado por especialistas.
Não há dúvida de que estamos num mar de informações e de que o conhecimento encontra-se neste mesmo mar. Mas, as discussões sobre “O que é informação?” e “O que é conhecimento?” causam polêmicas e tornam a discussão sobre o tema ainda mais acirrada.
No texto, Pedro Doria descreve que, segundo Weinberger, “não é que tenhamos informação demais; é só que temos filtros de menos” e ainda que: “é a partir dos fatos, devidamente organizados, que criamos conhecimento”.
Na dissertação de mestrado de Marianna Zattar existe um capítulo dedicado ao assunto, onde afirma que “A informação pode ser considerada como uma ponte entre conhecimentos”. Esta autora usa o conceito de vários autores da área de Ciência da Informação, dentre eles Aldo Barreto, renomado pesquisador que, ao analisar o fluxo da informação afirma que “Informação é um estoque e o conhecimento é um fluxo”.
De modo claro e objetivo pode-se afirmar que a informação é matéria-prima do conhecimento. E este conhecimento só se concretiza no indivíduo com a sua liberdade de decidir sozinho. Sobre este assunto, veja o artigo “A informação e seus momentos de passagem”.
Ao formar um mix do texto de Pedro Doria com as afirmações do Aldo Barreto temos: “Weinberger defende que chegamos a um ponto em que sabemos tanto, que os próximos passos que precisamos dar são tão complexos, que só a comunicação em rede, este processo novo, porém caótico, vai nos levar para frente”. Para complementar, Aldo Barreto (2001, p. 4) afirma que “A informação harmoniza o mundo; como elemento organizador, a informação referencia o homem ao seu destino”. 


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

SOPA e PIPA: Primeira Guerra Digital Mundial

             Nosso último post de 2011 foi sobre “livros online: maravilha ou caos”, e o ano de 2012 começa com este assunto tomando conta das redes sociais e da mídia em geral. O SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect IP Act) estão em discussão e vêm causando um movimento contra a sua aprovação. No dia 18 de janeiro houve “blecaute” na web de alguns sites em protesto ao conteúdo a ser aprovado com estes projetos de lei.
            Dentre as manifestações ocorridas, destaca-se a mensagem da Wikipédia que em sua página apresentava a mensagem "Imaginem um mundo sem conhecimento gratuito... Atualmente, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que pode prejudicar gravemente a internet gratuita e aberta". Já o Google em sua versão em inglês inseriu a mensagem "Diga ao Congresso que não censure a internet".
O Jornal Folha de São Paulo  divulgou uma breve reportagem sobre o assunto e nele afirmava que a favor do SOPA estão indústrias de cinema, TV e música, além de provedoras de TV a cabo e internet. Já contra as empresas como Google, Yahoo!, YouTube, Facebook, Foursquare e Mozilla, que afirmam que a linguagem vaga do projeto torna portais, sites de busca e redes sociais legalmente responsáveis por abrigar sites e links com conteúdo pirata e passíveis das mesmas penas: bloqueio sumário e veto a anunciantes.
Diante da insatisfação com a proposta apresentada afirma-se que estamos presenciando a Primeira Guerra Digital Mundial.  O jornal argentino El titular publicou no dia 19 de janeiro a seguinte notícia “Anonymous comienza la primera guerra mundial en el universo digital.
O Anonymous é considerado por muitos como hackers, no entanto, trata-se de um grupo que vem realizando protestos com o objetivo de promover a liberdade na internet e a liberdade de expressão. Na Wikipédia consta a informação de que “Pelas suas capacidades, o grupo Anonymous tem sido considerado pela CNN como sendo o sucessor do WikiLeaks".
Sobre este assunto a Diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, mencionou no facebook no dia 20/01/2012 que “As ações do Anonymous são muito mais SIMBÓLICAS do que qualquer coisa! Não destroem os conteúdos dos sites. Derrubam! Trata-se de uma guerra simbólica, memética e de guerrilha comunicacional. É a guerra da linguagem! E usam todo o arsenal do cinema e da cultura de massa”.
O grupo Anonymous anunciou nesta segunda feira (30/01/2012) que fará uma série de ataques a instituições financeiras, tirando-as do ar por 12 horas para continuar a onda de protestos já anunciada, o Banco Itaú foi o primeiro a sofrer o ataque.
A guerra está no ar, ou melhor, na nuvem, e é certo que alguém precisa construir regras para a disseminação da informação e por outro lado, é necessário que estas regras não estabeleçam uma ditadura ou uma nova inquisição. Ainda sobre este assunto, o artigo “StopSOPA: hipóteses sobre a luta pela internet livre”.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Livros online: maravilha ou caos?

             No dia 28 de novembro foi divulgada a seguinte informação no twitter: “380 livros sobre redes sociais, comunicação e web 2.0 para download". Esta lista foi elaborada pelo blogueiro e jornalista Clayton Carlos Torres que é editor do Blog Mídia8 e apresenta títulos em português, inglês e espanhol. Sobre o acesso “livre” a este conteúdo fica uma dúvida: Qual é a fonte dos títulos disponibilizados? Numa busca rápida foi possível observar que alguns estão no site Cultura Acadêmica. Outros, em sites pessoais e outros tantos no ISSUU.
O ISSUU permite a publicação de livros e revistas na internet em formato semelhante ao do papel, ou seja, o de folhear as páginas. Para utilizá-lo, basta se cadastrar e realizar o upload dos arquivos desejados. A pergunta, no entanto é: Qualquer pessoa cria um perfil e faz o upload de um documento eletrônico? Não existe autorização da editora e/ou do autor para o controle daquilo que é disponibilizado no ISSUU? Já é possível, numa busca rápida, sem nenhuma estratégia no GOOGLE, localizar livros em formato pdf e em outras extensões semelhantes de visualização em páginas pouco confiáveis e/ou páginas pessoais.
A título de ilustração, recentemente uma professora solicitou na Biblioteca o livro do autor Mcluhan, Understanding media e o mesmo não estava disponível em sua versão original em inglês fisicamente, na Biblioteca. Numa busca no Google a publicação foi localizada numa página sem nenhuma indicação de fonte, ou seja, como se alguém houvesse digitalizado e disponibilizado o conteúdo. Isto infringe a Lei de Direitos autorais? Pode-se confiar neste documento em pdf?
Diante do exposto, pode-se afirmar que estamos num caos informacional. Os livros e periódicos estão sendo digitalizados e disponibilizados de forma indiscriminada, tornando duvidosa a utilização do conteúdo, uma vez que se encontram hospedados em sites não confiáveis. Fica a pergunta: Como você, usuário da Internet, seleciona uma informação nessa rede?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Biblioteca Virtual de Profissão de Psicólogo

         Estudos acerca da situação da Psicologia brasileira vêm sendo realizados antes mesmo de sua regulamentação como profissão no Brasil. Tal produção de conhecimento, ainda que não consista no eixo central das investigações na área, resultou em um volume considerável de pesquisas e reflexões sobre a prática do psicólogo ao longo destes 47 anos.
         Assim, este banco de dados eletrônico objetiva oferecer à comunidade acadêmica, aos profissionais em ação, aos alunos de Psicologia e cursos afins, e a sociedade de uma maneira geral, estudos publicados no Brasil que retratam a prática do psicólogo. Leia mais...

Fonte: BV-PROPSI

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Publicar em Psicologia: um enfoque para a revista científica

O livro Publicar em Psicologia, organizado por Aparecida Angelica Zoqui Paulovic Sabadini, Maria Imaculada Cardoso Sampaio e Silvia Helena Koller, destina-se a estudantes e profissionais de Psicologia e de áreas afins interessados em editoração científica. Reúne autores com larga experiência na área de publicação no Brasil e será leitura obrigatória em instituições de ensino superior e pesquisa, nos cursos de pós-graduação e graduação, tanto pelas orientações práticas para os pesquisadores que desejam difundir suas descobertas como pelos subsídios que oferece para discussões mais amplas sobre política científica nacional. O professor Isaac Roitman nos ensina que o desenvolvimento científico e tecnológico de um país correlaciona-se com a qualidade de vida de seu povo. Assim, o conhecimento científico é um capital de enorme importância para o nosso país. Investir na sua busca e na democratização de tecnologias e ferramentas de produção e socialização do conhecimento acadêmico é investir na qualidade de vida da sociedade brasileira.  Leia mais...