terça-feira, 19 de junho de 2012

VITRINE DA MEMÓRIA

Engajada no evento RIO+20, a Biblioteca do CFCH/Espaço Anísio Teixeira destaca a coleção Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, editada pelo IBGE entre as décadas de 1950-60, enfatizando a memória do Rio de Janeiro. As obras podem ser consultadas na Biblioteca.

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Manifesto dos Pioneiros da Educação – a atualidade do discurso


“Faz 80 anos que um grupo de notáveis, entre eles Cecília Meireles, Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, publicou o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Ousado para a época — 1932 —, o manifesto tinha propostas claras para a Educação no Brasil”.

O Manifesto, assinado por 26 intelectuais brasileiros (23 homens e 3 mulheres), destaca alguns pontos considerados inovadores na intenção de caracterizar a nova educação brasileira tais como: o Estado deve assegurar que todos recebam escola comum e única, abolindo privilégios de classes sociais e que ela deve ser obrigatória, laica e gratuita. Destaca, ainda, que é preciso garantir o investimento nos professores com “formação e remuneração equivalentes que lhe permitam manter, com a eficiência no trabalho, a dignidade e o prestígio indispensáveis aos educadores”. O destaque para o papel do professor é reafirmado no discurso pronunciado por Anísio Teixeira no momento de sua posse no INEP (1952), quando propõe um programa de reconstrução das escolas e revisão de seus métodos introduzindo, em sua formação, o “espírito científico”, percebido como sinônimo de espírito experimentalista, de espírito de investigação e de pesquisa.

O aspecto interdisciplinar presente no Manifesto, aponta para uma interação consolidada entre educadores e cientistas sociais, incentivando o debate das questões que envolviam o processo educativo em defesa de uma educação funcional visando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade onde ele se insere.

Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, acredita ser a hora de um novo manifesto: “Defendo essa ideia para que a gente avance. Entre os pontos importantes estariam a obrigatoriedade do horário integral, o uso inteligente da tecnologia e o país priorizando a formação dos profissionais”.

Leia mais sobre esse assunto em: http://oglobo.globo.com/educacao/manifesto-pela-educacao-completa-80-anos-na-gaveta-5237034

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Net Smart, é possível?


"Uns garantem que a web está nos piorando de vários jeitos: ficamos mais burros, nossa vida privada escoa, quiçá web vicia. Outros seguem o caminho contrário. A internet democratiza, derruba ditaduras, vai reconstruir a sociedade, criar utopia." (Pedro Doria)
E você, o que acha desta afirmação? Em artigo recente, Pedro Doria relaciona as cinco habilidades necessárias na vida digital: atenção; participação; colaboração; inteligência de rede; e, o que ele chama de "detector de bobagem".
Com o advento da Internet o mundo mudou: a maneira de comunicar-se está sendo reescrita! Encaminhávamos documentos por fax ou através de cartas, utilizávamos o telefone para informar algo com urgência, esta era a realidade há alguns anos! Agora, reuniões são via WebEx, usamos o Skype para "telefonar", e-mails são encaminhados com informações, Facebook e Twitter interligam milhares de pessoas em diferentes lugares (seja para compartilhar uma foto ou dar um furo de notícia).
Mas, toda invenção tem seu preço! E com a Internet não é diferente. É inquestionável seu poder de integração social, porém, junto com a capacidade de "democratização da informação" (será?), ela trouxe para a vida moderna a uma enxurrada do que podemos chamar de "lixo informacional". São milhares de sites, blogs e posts com conteúdo duvidoso. Antes, ao ler algo em um livro, periódico ou jornal, tínhamos a certeza de sua veracidade. Mas, agora, qualquer um pode publicar um texto na grande rede. Como você, usuário da web, sabe que aquele conteúdo é verdadeiro? A resposta: não sabe! Exceto quando oriundos de fontes renomadas e autores conhecidos, não temos como identificar se o fato é verdadeiro sem apurá-lo! Logo, o estudante que entra na rede para coletar informações que o auxiliarão a realizar um trabalho acadêmico, se não possuir net smart e as outras habilidades citadas por Dória poderá cair em alguma "armadilha". Profissionais da informação, como os bibliotecários, são uma saída para ajudá-lo nesse processo. A Inteligência em Rede é algo a ser ensinado e estes profissionais estão capacitados a fazê-lo.
Saiba mais sobre o assunto através do artigo “As 5 habilidades da vida digital”, de Pedro Doria.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Biblioteca: um organismo vivo

"Vale a pena pensar a respeito do conteúdo produzido pelo jornalista Luís Antonio Giron. Então... vamos lá:"

Em todas as áreas, temos profissionais excelentes, bons e medíocres. Mas o que aflige na biblioteconomia é o estereótipo, talvez a barreira mais difícil de ser quebrada! Durante nossa vida profissional convivemos com estes diferentes "tipos", e com os bibliotecários não seria diferente. Existe o perfil citado por Giron, mas também os verdadeiros Profissionais da Informação, ávidos por saciar a sede de conhecimento do usuário - razão da existência do bibliotecário - e implementar novas formas de tornar a biblioteca um "organismo vivo", onde "para cada livro exista seu leitor".
As novas ferramentas chegaram para auxiliar este processo. Porém, é preciso que os profissionais tenham em mente que estão numa fase de transição, com usuários de diferentes gerações (da internet discada ao touch screen) e que precisam atendê-los com igual eficiência. Aceitar a premissa de Giron, quando diz que no futuro "Tudo estará apenas 'disponibilizado' [...] pelas bases de dados via internet." pode ser algo precipitado, uma vez que estamos em um período de descobertas e adaptações, e um "formato ideal" ainda não foi criado para garantir a durabilidade proporcionada pelo papel! Mídias se mostraram perecíveis, a velocidade na internet não é uma realidade para grande parte da população, o nosso inimigo "espaço" ressurge e a preocupação em projetar softwares que leiam mídias antigas (alguém consegue ler um disquete através de um tablet?) é latente.
O Bibliotecário deve estar presente neste processo. É seu papel! Pois todo organismo vivo pode sofrer mutações e este profissional deve estar preparado para fazer com que sejam suaves e agradáveis aos olhos dos usuário! Mas, acima de tudo, garantir que o livro, o e-book ou qualquer que seja o suporte possa ser lido, hoje e em um futuro (muito) próximo, por cada leitor.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

MUNIZ SODRÉ “A ECO é o meu amor”


O Professor Muniz Sodré  da Escola de Comunicação da UFRJ completou 70 anos em janeiro e o Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária  organizou um evento denominado “Semana Muniz Sodré”, onde foram discutidas várias facetas do pesquisador. Os temas discutidos foram: Muniz e outras faces, Muniz e a Cultura Afro-brasileira, Muniz e os Estudos de Mídia, Muniz, Homem público e o último Muniz e os discípulos.
É possível assistir às entrevistas dos convidados e às do próprio Muniz no Telejornal Online da ECO. Na página da UFRJ, a notícia Muniz Sodré, “o cara” da Comunicação no Brasil  retrata um pouco do que foi discutido durante o evento. Como homem público, Muniz se destacou na presidência da Biblioteca Nacional e na direção da antiga TV Educativa.
Durante o evento, Muniz lançou mais um livro, intitulado “Reiventando a educação”, que mostra a atualidade de seus estudos. Como afirma Leonardo Boff no prefácio do livro: “Eis um livro que se destina não somente a educadores, mas a todos os que pensam num outro Brasil e de forma lúcida assumem os desafios para aprender deles [...]”.
            Recentemente em entrevista a Revista Istoé,  sobre sequência de denúncias publicadas pela imprensa, Muniz afirmou que “[...] uma das mais importantes funções da imprensa é justamente denunciar e revelar os bastidores do poder”.
O Prof. Juremir Machado, da PUCRS, convidado da “Semana Muniz Sodré”, publicou no blog Correio do Povo o conteúdo de sua fala, que foi muito aplaudida no auditório lotado. Tratava-se do tema Muniz e os Estudos de Mídia. Ele resumiu muito bem:

Muniz Sodré é certamente o mais importante teórico brasileiro da Comunicação. Baiano, mulato, pai-de-santo, faixa preta de karatê, capoeirista, marxista, pós-moderno, pensador dos afetos, do sensível e do cotidiano, escritor, jornalista e, acima de tudo, intelectual, ele produz diferença porque pensa diferente e, em lugar de separar, reúne, complexifica, ousa, arrisca e cria.
           
            Conheça as obras de Muniz Sodré na Biblioteca do CFCH.

terça-feira, 13 de março de 2012

Wikipedia: vilã ou mocinha?

A Wikipédia avança no objetivo de consolidar informações confiáveis sobre diferentes assuntos, de maneira interativa e colaborativa. No início, as informações eram inseridas, e a preocupação era a evolução daquele espaço, sem deixar de lado, no entanto, a qualidade das informações. Com o tempo, estas informações foram ganhando status de “confiáveis”, de acordo com as fontes utilizadas para construir os verbetes.
A visão das universidades e escolas em relação às informações disponíveis na Wikipédia é vista com restrições por professores e pesquisadores. Mas, analisando-se criticamente o conteúdo existente, pode-se contribuir para dar qualidade às informações ali inseridas, por se tratar de uma enciclopédia aberta. Diante desta possibilidade, e com o objetivo de conseguir uma aproximação com as universidades, a Wikipédia foi buscar nas universidades parcerias para continuar crescendo e tornando disponíveis informações confiáveis para qualquer tipo de público.
 O artigo “Wikipédia pede ajuda aos universitários, publicado no Jornal OGlobo no dia 04/03/2012, mostra que já existe uma parceria com cinco cursos de importantes instituições tais como Unirio, UFRJ, USP e Unesp, que estão aderindo a um programa-piloto de educação da Wikimedia Foundation, responsável pela enciclopédia livre. Essa iniciativa tem o objetivo de melhorar a qualidade dos verbetes na língua portuguesa.
A Wikipédia tem 21 milhões de verbetes nas suas mais de 280 versões em diferentes línguas: na inglesa, são 3,8 milhões de verbetes; na árabe, 150 mil; na japonesa, 800 mil; na portuguesa, 713 mil.
Maria do Pilar Lacerda, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), afirmou que considera interessante a proposta de certificação de conteúdos pelas universidades, na tentativa de evitar o risco de haver informações não científicas na Wikipédia. Mesmo com ressalvas quanto ao seu uso na educação básica, ela concorda com a filosofia de conhecimento construído de forma compartilhada, e diz que o modelo tradicional de escola ainda está muito atrasado nessa direção.
De volta ao artigo, o autor também chama a atenção para o fato de que: “A Wikipédia não pode substituir outras fontes de pesquisa e consulta. Mas a escola não pode mais trabalhar com o conceito de cada um sozinho. O compartilhamento é uma forma de construção colaborativa revolucionária”.
Em síntese, a Wikipédia, assim como outras ferramentas disponíveis na web, favorece a disseminação da informação e a construção do conhecimento.

terça-feira, 6 de março de 2012

Informação e conhecimento: o que é o que é?

No dia 27/02/2008 o colunista Pedro Doria publicou o artigo:  “Reinventaram o conhecimento  no Jornal OGlobo. Nele, afirma que, ao se descrever a internet de forma simples pode-se afirmar que “A rede é um problema”. Justifica que “Ela é um mar de informação sem destino, que dê pista de qualidade e organização”. O autor, David Weinberger, renomado autor defensor da web, afirma que a era digital está quebrando a noção do conhecimento, monopolizado por especialistas.
Não há dúvida de que estamos num mar de informações e de que o conhecimento encontra-se neste mesmo mar. Mas, as discussões sobre “O que é informação?” e “O que é conhecimento?” causam polêmicas e tornam a discussão sobre o tema ainda mais acirrada.
No texto, Pedro Doria descreve que, segundo Weinberger, “não é que tenhamos informação demais; é só que temos filtros de menos” e ainda que: “é a partir dos fatos, devidamente organizados, que criamos conhecimento”.
Na dissertação de mestrado de Marianna Zattar existe um capítulo dedicado ao assunto, onde afirma que “A informação pode ser considerada como uma ponte entre conhecimentos”. Esta autora usa o conceito de vários autores da área de Ciência da Informação, dentre eles Aldo Barreto, renomado pesquisador que, ao analisar o fluxo da informação afirma que “Informação é um estoque e o conhecimento é um fluxo”.
De modo claro e objetivo pode-se afirmar que a informação é matéria-prima do conhecimento. E este conhecimento só se concretiza no indivíduo com a sua liberdade de decidir sozinho. Sobre este assunto, veja o artigo “A informação e seus momentos de passagem”.
Ao formar um mix do texto de Pedro Doria com as afirmações do Aldo Barreto temos: “Weinberger defende que chegamos a um ponto em que sabemos tanto, que os próximos passos que precisamos dar são tão complexos, que só a comunicação em rede, este processo novo, porém caótico, vai nos levar para frente”. Para complementar, Aldo Barreto (2001, p. 4) afirma que “A informação harmoniza o mundo; como elemento organizador, a informação referencia o homem ao seu destino”.