quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Stuart Hall, pai dos estudos culturais

            
            De origem jamaicana e formação inglesa, Stuart Hall, é um sociólogo respeitado e amplamente utilizado na academia. O seu livro “Identidade cultural na pós-modernidade” talvez o mais usado de muitas bibliotecas universitárias brasileiras é leitura obrigatória em diversas disciplinas. Discute de forma objetiva identidade, diferença, representação, culturas nacionais, comunidades imaginadas, dentre outras, no que chama de Modernidade tardia.
            Muitos estudantes conhecem apenas essa obra de Stuart Hall, mas dentre os inúmeros textos de sua autoria, um livro organizado por ocasião da visita ao Brasil em 2000 merece destaque. Na capa uma foto sua e o título “Da diáspora: identidades e mediações culturais” surpreendem o leitor.
  
[...] a opção pelas “questões de raça” é determinada em parte por uma condição pessoal de caribenho negro, imigrante, diaspórico, mas principalmente pela resistência de Hall à forma em que os discursos dominantes o encaixam nas hierarquias sociais. (SOVIK, 2010, p. 4).

            Durante sua passagem pelo Brasil em 2000, Stuart Hall afirmou que a origem dos estudos culturais seria, inclusive, brasileira, ao mencionar a importância da leitura de Roger Bastide e Gilberto Freyre. Para Liv Sovik, professora da ECO/UFRJ e organizadora do livro citado acima:

O recuo de Hall é indicação de uma atitude peculiar diante do trabalho intelectual, pela qual os antepassados e contemporâneos teóricos são, a um só tempo, aliados, interlocutores, mestres e adversários, de cuja força Hall se apropria, sem se preocupar em denunciar pontos fracos ou demonstrar devoção filial às suas ideias. (SOVIK, 2009, p. 9).
  
             Neste relato da prof. Liv Sovik é possível entender que Hall foi protagonista dos estudos culturais, com seu projeto de pensar a cultura em um precário e vital equilíbrio entre a valorização do trabalho intelectual. Ele mesmo como sujeito de seus estudos é uma perda irreparável para a sociedade.

Leia mais:

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. Localização 302.52 H179qp 2002. 


SOVIK, L. (Org.). Da diáspora: identidade e mediações culturais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2009. Localização 306 H179d.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Espaço de Leitura e Hemeroteca da Biblioteca do CFCH

O Espaço de Leitura e Hemeroteca da Biblioteca do CFCH está com uma novidade para você: cabine para estudo individual!
Localizado no Campus Praia Vermelha, o espaço conta ainda com rede wireless, um moderno mobiliário para leitura e estudo, além de arquivos deslizantes que abrigam a coleção de periódicos.

Visite-nos!!!


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia podem mudar a nossa visão da história bíblica e do Apocalipse


Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 livros pequenos, com páginas de chumbo amarrados com arame, pode desvendar alguns dos segredos dos primórdios do cristianismo. Os acadêmicos estão divididos quanto à sua autenticidade, mas dizem que se verificou serem tão fundamentais quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947. Leia a integra do artigo


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Google X Escritores


http://www.google.com/logos/google.jpg
Logotipo em 1998
    "A Google saiu vencedora [...] num processo movido por escritores que acusava a gigante de internet de copiar digitalmente sem permissão milhões de livros para uma biblioteca on-line, a Google Books. [...]
    A sentença do juiz Chin afirma que a digitalização de livros facilita o estudo das obras por estudantes, professores e pesquisadores, além do público em geral, enquanto mantém uma “respeitosa consideração” pelos direitos dos autores, ao tomar cuidados para que os internautas não tenham acesso à íntegra dos textos. O juiz disse ainda que a iniciativa da Google, em vez de potencialmente reduzir as vendas de livros físicos, as estimula. “A meu ver, toda a sociedade se beneficia do Google Books [...]." Leia a íntegra no site do jornal O Globo

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Aleijadinho

"E 'quando a noite de mansinho desce, na pedra sabão lavrada como renda
 projeta-se uma sombra: a mão de Aleijadinho...'"(PIRES, 1961, p.19)

Aderindo à comemoração mineira pelo bicentenário de morte do renomado escultor Antônio Francisco Lisboa, a Biblioteca do CFCH destaca a obra "Mestre Aleijadinho" de Heliodoro Pires*. Entre na Base Minerva e descubra mais sobre este artista.


"Pela biografia que Rodrigo José Ferreira Bretas escreveu, sabe-se que Antônio Francisco de Lisboa - filho natural do português Manoel Francisco da Costa Lisboa e de uma escrava dêste [...] - teve por bêrço, a 29 de agôsto de 1730, o arrabalde denominado Bom Sucesso, pertencente à freguesia de Antônio Dias da antiga Vila Rica de Albuquerque. Nasceu, portanto, escravo, em razão do princípio do direito romano, herdado pela legislação lusitana. O pai, contudo, o libertou na pia, isto é, mediante declaração expressa e tomada por têrmo no assento imediato do batizado." (PIRES, 1961, p. 23)

*PIRES, Helio. Mestre Aleijadinho:vida e obra de Antônio Francisco Lisboa. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1961. 150 p.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ruy Barbosa

Fonte: Fund. Casa de Rui Barbosa
Homenagem ao aniversariante, o baiano Ruy Barbosa, nascido em 05 de novembro de 1849 em Salvador.

"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto." (BARBOSA, 1914, p. 86)
Acesse a Base Minerva da UFRJ e conheça as obras do autor disponíveis na Biblioteca do CFCH .
*BARBOSA, Rui. Obras completas. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde, 1942-1984. 50 v. (em 137 t).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Novo Espaço de Leitura e Hemeroteca da Biblioteca do CFCH*

A “Biblioteca do CFCH – Periódicos” reabre com nova proposta de ocupação de seu espaço. Depois de um período dedicado a obras em suas instalações e reorganização de toda a coleção de Periódicos, a Biblioteca reabre com várias novidades. Dentre estas, uma área destinada à leitura e ao estudo, que se destaca por atender a uma demanda da comunidade que estuda e trabalha no Campus da Praia Vermelha. 


BT CFCH - Periódicos
Modernização de mobiliário para a área de estudo e aquisição de computadores, com acesso por rede wireless, fazem parte das melhorias introduzidas no local, que também recebeu pintura, reformas em sua infraestrutura de rede elétrica e de informática, além de um novo sistema de refrigeração. Todos os exemplares de periódicos foram movimentados de estantes tradicionais para estantes deslizantes, com o objetivo de reagrupar toda a coleção em uma só área, das duas que ocupava, permitindo, assim, a criação do Espaço de Leitura. Nesta oportunidade, é importante registrar o empenho da equipe que trabalhou na reorganização dos fascículos em sua nova localização, com o todo o zelo e acuidade que o trabalho requereu.

A concepção de uma área para estudo e permanência, no Campus da Praia Vermelha, é um anseio presente, há bastante tempo, entre os alunos que estudam nesse campus. A introdução dessas melhorias na Biblioteca do CFCH representa uma resposta da Universidade a esta demanda. O esforço conjunto da Reitoria da UFRJ, através do Sistema de Bibliotecas e Informação – SiBI, representado por sua coordenadora, Sr.ª Paula Maria Cotta de Mello e da Decania do CFCH, por seu Decano, Prof. Marcelo Macedo Corrêa e Castro possibilitou a concretização desse projeto.

É com muita alegria que abrimos ao público o Espaço de Leitura e Hemeroteca da Praia Vermelha.  Sejam todos bem vindos!
* Texto de Cristina Jardim e Adriana Campos (Coordenadoras da Biblioteca do CFCH)


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