sexta-feira, 31 de agosto de 2012

VITRINE DA MEMÓRIA

"A Bahia de Jorge Amado" é uma seleção de imagens onde procuramos
mostrar os cenários de seus romances. 

"Agradecerei a quem me elucidar, quando juntos chegarmos ao fim, 
a moral da história. Se moral houver, do que duvido"
(Jorge Amado em "Tieta do Agreste)




segunda-feira, 30 de julho de 2012

VITRINE DA MEMÓRIA

Os 80 anos do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova é o tema desse mês. Listamos para você obras de alguns signatários, que fazem parte da história da educação.

Nos fins da década de 20 a 30, parecia, assim, que estávamos preparados para a  reconstrução de nossas escolas. A consciência dos erros se fazia cada vez  mais palpitante e o ambiente de preparação revolucionária era propício à reorganização. O país  iniciou a jornada de 30 com um verdadeiro programa de reforma educacional. Nas revoluções,  como nas guerras, sabe-se, porém, como elas começam  mas não se sabe como acabam." (Anísio Teixeira, 1952)


Confira os PIONEIROS que estão na Biblioteca do CFCH/Acervo INEP na UFRJ.
Leia também nosso comentário sobre o artigo "Manifesto da Educação completa 80 anos na gaveta", publicado pelo Jornal O Globo.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vinte anos depois...

            Pedro Doria nos lembra de que há 20 anos ganhamos a Internet de presente da Rio92. No artigo "A internet BR faz 20 anos", ele menciona as dificuldades de conexão com a Internet e o seleto grupo de pessoas que possuía acesso à rede antes da Rio92. Fala, também, dos diversos pais que a Internet brasileira teve e destaca o papel do Ibase durante este grandioso evento que aconteceu no Brasil em 1992.
            Mas, como surgiu este interesse pela web no Brasil? Acontece que quem vinha para a ECO92 precisava de acesso e, de acordo com Doria (2012)


Estrangeiros no país precisavam de internet. E havia, no Ibase, uma pessoa que sabia montar essa infraestrutura. C. A. [Carlos Afonso] criou um provedor de acesso permanente. Quando a conferência terminou, o Ibase e seu Alternex permitiram que qualquer um, em troca de uma taxa mensal, tivesse sua conta naquela rede misteriosa.

            A web de vinte anos atrás era bem diferente do que conhecemos hoje. Estática, não possuía gráficos e nem som, rodava somente em texto. A interatividade que nos fascina - compartilhar músicas, fazer download de vídeos ou "curtir" uma imagem - não existia! Sobre o que era possível fazer na Internet, destaca o Gopher e a Usenet, esta, de acordo com o jornalista, “uma gigantesca base de fóruns de discussão, a avó do Facebook". Ressalta que “[...] exatamente como hoje, as conversas eram instigantes, emocionadas às vezes, surpreendentemente grosseiras noutras. Algumas coisas, na internet, não mudam”.
            Lembra ainda, que a Embratel "quando percebeu que a internet ficaria grande muito rápido, [...] tentou garantir seu monopólio do acesso", mas já era tarde. Começava também o interesse pela privatização das telecomunicações.
            Doria finaliza o texto afirmando que a Rio+20 não deixou (e nem terá como deixar) uma herança destas...

Veja o texto "A internet BR faz 20 anos", de Pedro Doria. Publicado em 25 jun. 2012 no site do jornal O Globo.

terça-feira, 19 de junho de 2012

VITRINE DA MEMÓRIA

Engajada no evento RIO+20, a Biblioteca do CFCH/Espaço Anísio Teixeira destaca a coleção Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, editada pelo IBGE entre as décadas de 1950-60, enfatizando a memória do Rio de Janeiro. As obras podem ser consultadas na Biblioteca.

Visite a galeria O RIO QUE VIMOS e confira mais fotos



Manifesto dos Pioneiros da Educação – a atualidade do discurso


“Faz 80 anos que um grupo de notáveis, entre eles Cecília Meireles, Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo, publicou o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Ousado para a época — 1932 —, o manifesto tinha propostas claras para a Educação no Brasil”.

O Manifesto, assinado por 26 intelectuais brasileiros (23 homens e 3 mulheres), destaca alguns pontos considerados inovadores na intenção de caracterizar a nova educação brasileira tais como: o Estado deve assegurar que todos recebam escola comum e única, abolindo privilégios de classes sociais e que ela deve ser obrigatória, laica e gratuita. Destaca, ainda, que é preciso garantir o investimento nos professores com “formação e remuneração equivalentes que lhe permitam manter, com a eficiência no trabalho, a dignidade e o prestígio indispensáveis aos educadores”. O destaque para o papel do professor é reafirmado no discurso pronunciado por Anísio Teixeira no momento de sua posse no INEP (1952), quando propõe um programa de reconstrução das escolas e revisão de seus métodos introduzindo, em sua formação, o “espírito científico”, percebido como sinônimo de espírito experimentalista, de espírito de investigação e de pesquisa.

O aspecto interdisciplinar presente no Manifesto, aponta para uma interação consolidada entre educadores e cientistas sociais, incentivando o debate das questões que envolviam o processo educativo em defesa de uma educação funcional visando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento do indivíduo e da sociedade onde ele se insere.

Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras, acredita ser a hora de um novo manifesto: “Defendo essa ideia para que a gente avance. Entre os pontos importantes estariam a obrigatoriedade do horário integral, o uso inteligente da tecnologia e o país priorizando a formação dos profissionais”.

Leia mais sobre esse assunto em: http://oglobo.globo.com/educacao/manifesto-pela-educacao-completa-80-anos-na-gaveta-5237034

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Net Smart, é possível?


"Uns garantem que a web está nos piorando de vários jeitos: ficamos mais burros, nossa vida privada escoa, quiçá web vicia. Outros seguem o caminho contrário. A internet democratiza, derruba ditaduras, vai reconstruir a sociedade, criar utopia." (Pedro Doria)
E você, o que acha desta afirmação? Em artigo recente, Pedro Doria relaciona as cinco habilidades necessárias na vida digital: atenção; participação; colaboração; inteligência de rede; e, o que ele chama de "detector de bobagem".
Com o advento da Internet o mundo mudou: a maneira de comunicar-se está sendo reescrita! Encaminhávamos documentos por fax ou através de cartas, utilizávamos o telefone para informar algo com urgência, esta era a realidade há alguns anos! Agora, reuniões são via WebEx, usamos o Skype para "telefonar", e-mails são encaminhados com informações, Facebook e Twitter interligam milhares de pessoas em diferentes lugares (seja para compartilhar uma foto ou dar um furo de notícia).
Mas, toda invenção tem seu preço! E com a Internet não é diferente. É inquestionável seu poder de integração social, porém, junto com a capacidade de "democratização da informação" (será?), ela trouxe para a vida moderna a uma enxurrada do que podemos chamar de "lixo informacional". São milhares de sites, blogs e posts com conteúdo duvidoso. Antes, ao ler algo em um livro, periódico ou jornal, tínhamos a certeza de sua veracidade. Mas, agora, qualquer um pode publicar um texto na grande rede. Como você, usuário da web, sabe que aquele conteúdo é verdadeiro? A resposta: não sabe! Exceto quando oriundos de fontes renomadas e autores conhecidos, não temos como identificar se o fato é verdadeiro sem apurá-lo! Logo, o estudante que entra na rede para coletar informações que o auxiliarão a realizar um trabalho acadêmico, se não possuir net smart e as outras habilidades citadas por Dória poderá cair em alguma "armadilha". Profissionais da informação, como os bibliotecários, são uma saída para ajudá-lo nesse processo. A Inteligência em Rede é algo a ser ensinado e estes profissionais estão capacitados a fazê-lo.
Saiba mais sobre o assunto através do artigo “As 5 habilidades da vida digital”, de Pedro Doria.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Biblioteca: um organismo vivo

"Vale a pena pensar a respeito do conteúdo produzido pelo jornalista Luís Antonio Giron. Então... vamos lá:"

Em todas as áreas, temos profissionais excelentes, bons e medíocres. Mas o que aflige na biblioteconomia é o estereótipo, talvez a barreira mais difícil de ser quebrada! Durante nossa vida profissional convivemos com estes diferentes "tipos", e com os bibliotecários não seria diferente. Existe o perfil citado por Giron, mas também os verdadeiros Profissionais da Informação, ávidos por saciar a sede de conhecimento do usuário - razão da existência do bibliotecário - e implementar novas formas de tornar a biblioteca um "organismo vivo", onde "para cada livro exista seu leitor".
As novas ferramentas chegaram para auxiliar este processo. Porém, é preciso que os profissionais tenham em mente que estão numa fase de transição, com usuários de diferentes gerações (da internet discada ao touch screen) e que precisam atendê-los com igual eficiência. Aceitar a premissa de Giron, quando diz que no futuro "Tudo estará apenas 'disponibilizado' [...] pelas bases de dados via internet." pode ser algo precipitado, uma vez que estamos em um período de descobertas e adaptações, e um "formato ideal" ainda não foi criado para garantir a durabilidade proporcionada pelo papel! Mídias se mostraram perecíveis, a velocidade na internet não é uma realidade para grande parte da população, o nosso inimigo "espaço" ressurge e a preocupação em projetar softwares que leiam mídias antigas (alguém consegue ler um disquete através de um tablet?) é latente.
O Bibliotecário deve estar presente neste processo. É seu papel! Pois todo organismo vivo pode sofrer mutações e este profissional deve estar preparado para fazer com que sejam suaves e agradáveis aos olhos dos usuário! Mas, acima de tudo, garantir que o livro, o e-book ou qualquer que seja o suporte possa ser lido, hoje e em um futuro (muito) próximo, por cada leitor.