segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Umberto Eco


“Os jornais mentem, os historiadores mentem, a televisão hoje mente”

Bibliotecários, jornalistas e demais profissionais da informação mencionaram a repercussão da morte de Umberto Eco, no dia 19 de fevereiro de 2016. Houve diversas manifestações nas mídias sobre a importância deste intelectual italiano para o mundo.

Em 1981 durante as comemorações dos 25 anos de atividades da Biblioteca Municipal de Milão, Umberto Eco proferiu uma palestra onde elencou 19 pontos de uma má biblioteca. Este texto nos faz refletir sobre a Biblioteca  e a satisfação do usuário. Outro momento marcante foi o lançamento de “Não contem com o fim do livro”, este título polêmico, reforça a importância do livro e suas diferentes funções, questões amplamente discutidas no âmbito da Biblioteconomia. 


A Professora da Escola de Comunicação da UFRJ, Ivana Bentes publicou em sua página no Facebook um texto que resume a trajetória e a importância de Umberto Eco usando palavras simples e fortes:

Os jogos de inteligência e sedução de Umberto Eco, um dos poucos autores que deram sentido a isso que chamamos de Teoria da Comunicação e que foi o primeiro curso que eu dava recém chegada na ECO-UFRJ como professora, ainda descobrindo as teorias junto com os alunos!

1. A constatação óbvia, mas reveladora de "Obra Aberta" que diz que toda obra de arte é aberta e não se reduz a uma interpretação. A arte contemporânea trazendo esse caráter de indefinição e pluralidade frente as poéticas clássicas incapazes de lidar com a pluralidade de sentidos e as incertezas do mundo.

2. Apocalípticos e Integrados. Um livro provocador e absolutamente contemporâneo, ótimo para analisar os discursos polarizados nas redes.

Eco ironiza e critica tanto os "apocalípticos" que sobrevivem de discursos sobre a decadência da sociedade pós indústria cultural e cultura de massa e que se sentem superior a tudo isso! Os apocalípticos se consolam na catástrofe e se apresentam como superiores ao mundo, uma comunidade de 'super-homens' que se afirmam na recusa!

Mas também desconfia dos "integrados", os que são pouco críticos e imersos na funcionalidade do sistema social, com uma dose exacerbada de positivismo, alienação, imersos felizes e integrados na massificação.

3. Como se Faz uma Tese. O mais irônico texto de Eco sobre o extremo sofrimento, as angústias e incertezas de um tipo universal: o universitário da depressão, sofrendo horrores para escrever algo digno. Quando entendi isso, descobri que a tese era só o início de uma relação de altos e baixos com a escrita, com a teoria, com o discurso acadêmico: "A tese é como um porco: nada se desperdiça" foi meu único consolo para tanto sofrimento escrevendo a dissertação de mestrado e e a tese de doutorado.

4. Os romances! O Nome da Rosa, um texto que dá vontade de nunca mais escrever em academiquês, esconjurar todas as notas de pé de página e entender que a erudição e as referências infinitas, as mil teorias. livros e autores podem ser um extraordinário jogo de salão e de inteligência sedutora.

5. Em algum livro de Eco (O Pêndulo de Foucault) li pela primeira vez que os computadores tinham um inconsciente! Que é para onde vão todas as palavras, frases deletadas e embaralhadas e que ficam girando nesse limbo até que voltem a superfície fazendo sentido e virando escrita.

Hoje, lendo sobre a morte de Eco pularam esses fragmentos dos seus livros. Adios Eco! ‪#‎umbertoeco ‪#‎eco ‪#‎ufrj ‪#‎comunicação

 

Conheça os títulos de Umberto Eco das Bibliotecas da UFRJ: 
- http://minerva.ufrj.br

Leia mais sobre Umberto ECO em:
- Umberto Eco é caso raro de sucesso de vendas com respeito intelectual
- Morte de Umberto Eco comove a Itália  
- Intelectuais brasileiros comentam o legado de Umberto Eco
- O dia em que Umberto Eco curou minha tristeza
- Umberto Eco e o manual do mau jornalismo   
- O Nome da Rosa, de Umberto Eco, foi destaque no Caderno B do Jornal do Brasil em1983
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

APA


Novos periódicos disponíveis na American Psychological Association (APA) para consulta:
- The Humanistic Psychologist;
- Practice Innovations;
- Stigma and Health.


Saiba mais em http://www.apa.org/pubs/journals/

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Rio 450

A versão multimídia da exposição "450 anos da cidade do Rio de Janeiro contados pelas bibliotecas da UFRJ" já está disponível online. Clique na imagem abaixo e confira!

https://drive.google.com/a/sibi.ufrj.br/file/d/0B0ifKk4rYh4uWG1fMG1vR0tGbms/view?usp=drive_web


 Assista também o vídeo da exposição.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Vitrine da Memória - Rio 450

Boletim Vitrine da Memória
Rio 450, v. 4, n. 2, jul.-dez. 2015
Batizada pelos portugueses em 1502, com o nome de Rio de Janeiro, tinha como únicos habitantes os índios tamoios. A cidade descoberta, porém abandonada pelos portuguêses, foi almejada pelos franceses durante vários anos. Nasce aí, uma união entre os tamoios e franceses contra os portuguêses pela terra.
Vence, por fim, Portugal, que posteriormente fundou, em 1º de março de 1565, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro,  em homenagem ao seu rei D. Sebastião (MAURÍCIO, [19—])
O Rio de Janeiro que completou  450 anos em 2015, passou por diversas  transformações  políticas e urbanas,  que podem ser acompanhadas  por meio das obras da Coleção INEP, disponíveis na Biblioteca do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFRJ

Leia mais em:  


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

EBSCO - Cambridge Journals no Portal de Periódicos da CAPES

  Um dos mais renomado e conhecido editor acadêmico - Cambridge Universtiy Press - oferece acesso aos artigos científicos de seus periódicos através do Portal de Periódicos da CAPES. 

São mais de 200 títulos disponibilizados em diferentes áreas do conhecimento, como Ciências Humanas, Ciências Sociais, Exatas e Tecnológicas, Ciências da Vida, entre outras. 

Todos os artigos podem ser acessados nos formatos PDF e HTML. (Fonte: EBSCO)


Acesse o PORTAL DE PERIÓDICOS CAPES e confira!



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Exposição 450 anos da cidade do Rio de Janeiro contados pelas bibliotecas da UFRJ



Conheça a exposição “450 anos da cidade do Rio de Janeiro contados pelas bibliotecas da UFRJ” organizada pelo Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) que terá sua abertura no dia 06 de novembro na Casa da Ciência.
A coordenadora do SiBI, Paula Mello afirma que: 

A relação existente entra as bibliotecas da UFRJ e a cidade do Rio de Janeiro foi o mote para o SiBI realizar a exposição "450 anos da cidade do Rio de Janeiro contados pelas bibliotecas da UFRJ". Nossas bibliotecas são abertas à sociedade em geral e, através dessa exposição, surgiu a oportunidade de, através de livros dos nossos acervos, contarmos a história da cidade, do século XVI ao século XXI.

Período: 06 a 29 novembro de 2015
Local: Casa da Ciência (Rua Lauro Müller, n. 3 Botafogo).
Horário: Terça a Sexta 9h-20h30
Sábados, Domingos e feriados 10h ás 20h


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Os 95 Anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro

A criação da universidade possibilitou não apenas uma instituição de ensino organizada e sistemática. Muito além do ensino, a UFRJ foi se constituindo como instituição com crescente dedicação à pesquisa e, sobretudo, à produção de um conhecimento original em diversos domínios: das engenharias às áreas da saúde, da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) aos estudos sobre o Estado nacional na Faculdade Nacional de Direito, da cultura à educação, a Universidade do Brasil contribuiu para que o país pudesse pensar os seus dilemas históricos sob prismas teóricos marcados pela originalidade [...]. (Fonte: UFRJ, Assessoria de Imprensa, Gabinete do Reitor)




Veja também na Minerva:
CALMON, Pedro.  O Palácio da Praia Vermelha: 1852-1952. Rio de Janeiro: [s.n.], 1952. 
MAGALHÃES, Fernando O centenario da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1832-1932. Rio de Janeiro: Typ. A. P. Barthel, 1932. 
UNIVERSIDADE DO BRASIL. Faculdade Nacional de Filosofia. Decenário da Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro: Universidade do Brasil, 1951.
UNIVERSIDADE DO BRASIL. Digesto da Faculdade Nacional de Filosofia. Rio de Janeiro: Universidade do Brasil, 1955.
UNIVERSIDADE DO BRASIL. Estudos para o estatuto da Universidade do Brasil. Rio de Janeiro: Universidade do Brasil, 1960-1965.  
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO. Faculdade de Medicina. Relatório do ano escolar de 1935, apresentado ao reitor da Universidade do Rio de Janeiro pelo diretor da Faculdade de Medicina Raul Leitão da Cunha. Rio de Janeiro: Imp. Nacional, 1936.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.  Atual organização da Faculdade Nacional de Filosofia: regimento. Rio de Janeiro: UFRJ, Serviço Industrial Gráfico, 1960.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.  Universidade do Brasil (atual) Universidade Federal do Rio de Janeiro: 1948-1966. Rio de Janeiro: UFRJ, [1966].